• Redes sociais:

Queda em idosos

14 de março de 2018

Queda é um grave problema de saúde pública e de grande impacto social, especialmente pelas suas consequências. Apresenta especial relevância no processo de saúde-doença do idoso, não somente pelo evento em si, mas, principalmente, pelos seus efeitos: medo de nova queda, restrição das atividades de vida diária e alta morbidade. Quando não levam ao óbito (suas complicações são as causas mais comuns de morte em idosos com mais de 65 anos), remetem a uma piora significativa na qualidade de vida, pelas limitações e consequências que trazem, além dos elevados custos de reabilitação e recuperação.

A incidência para um ano de quedas em idosos varia entre 25 a 40%, ou seja, importante parcela da população idosa sofre algum episódio de queda por ano. A grande maioria das causas pode ser prevenida ou controlada, tais como os fatores ambientais e comportamentais (uso de calçados adequados, adaptação dos cômodos da casa, uso de luz noturna) ou situações como o sedentarismo, uso de grande número de medicamentos e controle de algumas doenças (hipertensão arterial, diabetes, doenças osteomusculares, entre outras).

A instabilidade postural é uma queixa frequente do idoso. A função do equilíbrio humano depende de informações sensoriais dos sistemas vestibular (em especial o labirinto), proprioceptivo (dos músculos) e visual, bem como sua integração adequada ao sistema nervoso central (cerebelo e córtex). Com o avançar da idade, alguns desses sistemas podem se deteriorar e causar o sintoma de desequilíbrio, sendo esta uma importante causa das quedas nesta população (é a chamada Síndrome do desequilíbrio do idoso).

Além dos fatores de desgaste relacionados à idade, o idoso pode também apresentar vestibulopatias, que são alterações no labirinto as quais geram comprometimento do equilíbrio e da marcha. Os principais sintomas relacionados são tontura, que pode ser tipo desequilíbrio ou rotatória, acompanhada ou não por náuseas, vômitos, sudorese, perda de audição ou zumbido. Há várias doenças vestibulares comuns aos idosos que podem causar tontura e consequentemente queda. São exemplos a Vertigem Posicional Paroxística Benigna, a Doença de Ménière, a Insuficiência vértebro-basilar, a Migrânea vestibular, entre outras. Para um correto diagnóstico e tratamento, todo idoso com sintoma de tontura ou desequilíbrio deve se consultar com um otorrinolaringologista, desta forma prevenindo que o episódio da queda ocorra.

O tratamento das causas e a reabilitação das quedas em geral é multidisciplinar e se torna indispensável na promoção do bem-estar ao paciente idoso.

 

Compartilhar no:

Tweet Facebook